domingo, 20 de novembro de 2011

1ª Leitura: Ez 34,11-12.15-17

Leitura da Profecia de Ezequiel
Assim diz o Senhor Deus: “Vede! Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas. Como o pastor toma conta do rebanho, de dia, quando se encontra no meio das ovelhas dispersas, assim vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que foram dispersadas num dia de nuvens e escuridão. Eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas e fazê-las repousar — oráculo do Senhor Deus. Vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, enfaixar a da perna quebrada, fortalecer a doente, e vigiar a ovelha gorda e forte. Vou apascentá-las conforme o direito. Quanto a vós, minhas ovelhas — assim diz o Senhor Deus —, eu farei justiça entre uma ovelha e outra, entre carneiros e bodes”.
Palavra do Senhor.

sábado, 19 de novembro de 2011

Evangelho: Lc 20,27-40

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão. Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos. Também o segundo e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. Por fim, morreu também a mulher. Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”. Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’. Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. Alguns doutores da Lei disseram a Jesus: “Mestre, tu falaste muito bem”. E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus.
Palavra da Salvação.

Leitura: 1Mc 6,1-13

Leitura do Primeiro Livro dos Macabeus
Naqueles dias, o rei Antíoco estava percorrendo as províncias mais altas do seu império, quando ouviu dizer que Elimaida, na Pérsia, era uma cidade célebre por suas riquezas, sua prata e ouro, e que seu templo era fabulosamente rico, contendo véus tecidos de ouro e couraças e armas ali deixadas por Alexandre, filho de Filipe, rei da Macedônia, que fora o primeiro a reinar entre os gregos. Antíoco marchou para lá e tentou apoderar-se da cidade, para saqueá-la, mas não o conseguiu, pois seus habitantes haviam tomado conhecimento do seu plano e levantaram-se em guerra contra ele. Obrigado a fugir, Antíoco afastou-se acabrunhado, e voltou para a Babilônia. Estava ainda na Pérsia, quando vieram comunicar-lhe a derrota das tropas enviadas contra a Judeia. O próprio Lísias, tendo sido o primeiro a partir de lá à frente de poderoso exército, tinha sido posto em fuga. E os judeus tinham-se reforçado em armas e soldados, graças aos abundantes despojos que tomaram dos exércitos vencidos. Além disso, tinham derrubado a Abominação, que ele havia construído sobre o altar de Jerusalém. E tinham cercado o templo com altos muros, e ainda fortificado Betsur, uma das cidades do rei. Ouvindo as notícias, o rei ficou espantado e muito agitado. Caiu de cama e adoeceu de tristeza, pois as coisas não tinham acontecido segundo o que ele esperava. Ficou assim por muitos dias, recaindo sempre de novo numa profunda melancolia, e sentiu que ia morrer. Chamou então todos os amigos e disse: “O sono fugiu de meus olhos, e meu coração desfalece de angústia. Eu disse a mim mesmo: A que grau de aflição cheguei e em que ondas enormes me debato! Eu que era tão feliz e amado, quando era poderoso! Lembro-me agora das iniquidades que pratiquei em Jerusalém. Apoderei-me de todos os objetos de prata e ouro que lá se encontravam, e mandei exterminar sem motivo os habitantes de Judá. Reconheço que é por causa disso que estas desgraças me atingiram, e com profunda angústia vou morrer em terra estrangeira”.
Palavra do Senhor.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Comentário - 18/11

Bom dia meu irmão e minha irmã!
No caso presente, Jesus está reagindo ao desvio da função do templo. A princípio, o templo era casa de oração, isto é, casa onde se busca a vontade de Deus e não casa de exploração comercial, como estava acontecendo no templo de Jerusalém naquele momento. Jesus se insurge contra essa roubalheira e resolve expulsar os seus autores de lá.
A princípio , o nosso olhar se dirige para a igreja, enquanto sede da Igreja Viva, e procuramos saber se existe algum tipo de exploração dos outros nela. Penso, que devemos vigiar sim e corrigir aquilo que está errado ou aparece como exploração e roubalheira dos outros, particularmente dos mais pobres. Ninguém pode viver da exploração dos outros ou roubando os mais fracos, segundo os ensinamentos de Jesus. Todos devem viver do trabalho justo.

Penso, por outro lado, que necessitamos aprofundar o nosso olhar. Não podemos ficar olhando apenas a Igreja, enquanto instituição, mas precisamos, sobretudo, entrar no nosso templo, que é a verdadeira Igreja de Jesus, e examinar-nos se ainda residem os vendilhões e exploradores dos irmãos e das irmãs. Uma vez constatada a sua presença em nós, precisamos empenhar-nos para expulsá-los da nossa vida. Uma vez que limpamos o nosso templo, com certeza, o nosso olhar ficará mais purificado para perceber as falhas da comunidade e ajudá-la, com autoridade, a corrigir-se. Sem isso, as nossas críticas e correções dos demais terão cheiro de hipocrisia.
Peçamos a graça de limpar o nosso templo para que o Cristo Rei possa entrar e falar-nos do seu reino de paz, de justiça e caridade.
Um abraço fraterno a você que nos lê e empenha-se quotidianamente na busca da vontade de Deus, fazendo do seu interior, uma casa de oração.
Pe. Arlindo Toneta – Pároco – Paróquia N. Sra. do Rosário de Pompéia - SP

Evangelho: Lc 19,45-48

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Naquele tempo, Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os vendedores. E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. Jesus ensinava todos os dias no Templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo procuravam modo de matá-lo. Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar.
Palavra da Salvação.

Leitura: 1Mc 4,36-37.52-59

Leitura do Primeiro Livro dos Macabeus
Naqueles, Judas e seus irmãos disseram: “Nossos inimigos foram esmagados. Vamos purificar o lugar santo e reconsagrá-lo”. Todo o exército então se reuniu e subiu ao monte Sião. No vigésimo quinto dia do nono mês, chamado Casleu, do ano cento e quarenta e oito, levantaram-se ao romper da aurora e ofereceram um sacrifício conforme a Lei, sobre o novo altar dos holocaustos que haviam construído. O altar foi novamente consagrado ao som de cânticos, acompanhados de cítaras, harpas e címbalos, na mesma época do ano e no mesmo dia em que os pagãos o haviam profanado. Todo o povo prostrou-se com o rosto em terra para adorar e louvar a Deus que lhes tinha dado um feliz triunfo. Durante oito dias, celebraram a dedicação do altar, oferecendo com alegria holocaustos e sacrifícios de comunhão e de louvor. Ornaram com coroas de ouro e pequenos escudos a fachada do templo. Reconstruíram as entradas e os alojamentos, nos quais puseram portas. Grande alegria tomou conta do povo, pois fora reparado o ultraje infligido pelos pagãos. De comum acordo com os irmãos e toda a assembleia de Israel, Judas determinou que os dias da dedicação do altar fossem celebrados anualmente com alegres festejos, no tempo exato, durante oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de Casleu.
Palavra do Senhor.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Evangelho: Lc 19,41-44

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas
Naquele tempo, quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: “Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, isso está escondido aos teus olhos! Dias virão em que os inimigos farão trincheiras contra ti e te cercarão de todos os lados. Eles esmagarão a ti e a teus filhos. E não deixarão em ti pedra sobre pedra. Porque tu não reconheceste o tempo em que foste visitada”.
Palavra da Salvação.